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Crédito das fotos: Gerardo Lazzari

Fórum Integração e Biocompetitividade destaca conexão virtuosa da ILPF com as cadeias de valor dos Sistemas Agroindustriais

A conexão cada vez mais acentuada e virtuosa da Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com as cadeias de valor de alimentos e energia renovável dos sistemas agroindustriais foi o grande enredo do “Fórum Integração e Biocompetitividade: A Solução Brasileira”, realizado nesta segunda-feira (2), na capital paulista.

Ocupando hoje aproximadamente 21 milhões de hectares, o Sistema ILPF tem potencial para ser implantado em boa parte dos 159 milhões de hectares de pastagens do país – muito deles com algum nível crítico de degradação – transformando novamente estas áreas em polos altamente produtivos.

Este foi principal recado que o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, destacou na abertura do evento, organizado em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), e que na mesa da solenidade de abertura contou com a participação do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho; da diretora do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos; de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, vice-presidente da Abag; além de Gustavo Spadotti e Ana Paula Packer, respectivamente chefes-gerais das unidades Embrapa Territorial e Meio Ambiente.

Vale lembrar que o Sistema ILPF está ancorado no desenvolvimento da atividade agrícola, pecuária e de florestas plantadas em uma mesma área, em um processo de efeito poupa-terra e que ao produtor oferece diversidade de renda de curto, médio e longo prazo. Em sua exposição, Matturro revelou, ainda, que, em breve, o Instituto Biológico terá uma área experimental de ILPF similar ao cafezal que já existe, a qual funcionará tanto para pesquisa, quanto como vitrine tecnológica do que há de mais sustentável no agro.


*Francisco Matturro, presidente-executivo
da Rede ILPF: “Em breve, o Instituto Biológico
terá uma área experimental de ILPF.”

:: Confira mais destaques do fórum:

“A expansão da ILPF já merece a adição da letra “i” de indústria à sigla. O Sistema é amplo fornecedor de matérias-primas tanto para produção de alimentos, quanto para a de energias renováveis, com os grãos, por exemplo, funcionando como insumos para fabricação de biocombustíveis e alimentação animal, a madeira para diversos fins industriais – inclusive energéticos -, e assim por diante”.


*Luiz Carlos Corrêa Carvalho,
vice-presidente da Abag

 

“São Paulo tem cerca de um milhão de hectares de ILPF e temos como meta dobrar este número até 2030. O sucesso do projeto IntegraSP, da Rede ILPF, dedicado à expansão do Sistema vem tendo seu modelo replicado em outros estados.”


*Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura
e Abastecimento do Estado de São Paulo

 

“Estamos na década dos sistemas integrados. A ILPF deu certo porque aqui no Brasil desenvolvemos um moderno modelo de produção no qual dominamos os trópicos, seus desafios e oportunidades. Exportar esta tecnologia para outras regiões tropicais é estratégia que deve estar no nosso radar.”


*Marcos Jank, professor sênior e
coordenador do Centro Insper AgroGlobal

 

“Vejo como muito difícil obtermos sobrepreço, ágio para nossos produtos agrícolas, devido ao atributo da sustentabilidade, mas ser sustentável pode evitar o fechamento de mercados internacionais. O Sistema ILPF é protagonista e indutor de sustentabilidade no agro.”

*Gustavo Spadotti, chefe-geral da
Embrapa Territorial

 

“De modo contrário ao senso comum, o Sistema ILPF também apresenta viabilidade para o pequeno produtor rural. Nesta jornada, o maior desafio é mostrar a este perfil de produtor que a ILPF também tem encaixe em sua operação. Os sistemas integrados têm o potencial justamente para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve. Temos conseguido provar a viabilidade da integração combinando produção de hortifrútis, plantas medicinais, pecuária de leite, entre outras atividades similares.”

*Neimar Nagano, professor da Unoeste

 

“O agronegócio brasileiro vai crescer, mas as emissões do setor não, exatamente pelo fato que soluções sustentáveis, que promovem aumento de matéria orgânica no solo e sequestram carbono, como, por exemplo, o Sistema ILPF registram expansão no setor”.

*Eduardo Bastos, especialista do Carbono/USP

 

“O Sistema ILPF não é só para grandes culturas agrícolas, ele também pode ser importante indutor de renda e sustentabilidade em cadeias produtivas mais específicas, como, por exemplo, de frutas, da borracha, entre outras.”

*Rui Rosa, diretor-executivo da Rede ILPF

 

“A ILPF tem o diferencial de fazer com que a operação agropecuária seja vista e entendida de maneira ampla, integrada, e não de forma isolada, o que contribui para melhor tomada de decisão.”

*Ana Paula Packer, chefe-geral
da Embrapa Meio Ambiente

 

“O balanço de carbono no Sistema ILPF é positivo, porque promove de maneira eficiente o sequestro e absorção de carbono.”

*João Brunelli Júnior, assessor técnico
da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI/SP)